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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Com Valentia, na Espanha!


Desde o Ateneo Libertario Al Margen em Valência:
Estado A$$assino, No Pasarón!!!
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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Morre Basílio Martín Patino, um cineasta anarquista

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Por Javier Memba | 13 de agosto de 2017
Se tivesse que definir a filmografia de Basílio Martín Patino em duas palavras, seriam qualidade e integridade. Quase poderia ser dito que todo o percurso no cinema de não ficção – chamá-lo simplesmente de documental seria demasiado curto – que teve seu trabalho após a estreia de “Canciones para después de una guerra” foi devido, tanto ou mais do que os impedimentos da censura, a não querer se render à facilidade da produção tradicional. Só assim esta trilogia singular pode ser compreendida composta de “Canciones para después de una guerra” (1971), “Queridísimos verdugos” (1973) e “Caudillo” (1974).
No entanto, como os grandes pintores abstratos que anteriormente demonstraram sua maestria na arte figurativa, Martín Patino foi lançado na década anterior com “Nueve cartas a Berta” (1966), um dos títulos fundamentais do Novo Cinema Espanhol dos anos 60. Filme de ficção – embora fortemente enraizada na realidade dos jovens espanhóis da época – nele ressoava, a partir das cartas de José María Blanco White – um dos grandes heterodoxos espanhóis – até a eterna Nouvelle Vague. Militante anarcossindicalista, havia algo em Martín Patino – recentemente falecido em Madri – dessa integridade dos velhos anarquistas espanhóis da diáspora. Não há dúvida, o autor de “Queridísimos verdugos” – uma abordagem aos últimos “executores da justiça” do nosso sistema prisional – foi um dos grandes heterodoxos do cinema espanhol.
Filho de uns professores católicos e irmão mais novo do bem conhecido padre José María Martín Patino, o futuro realizador nasceu em Lumbrales (Salamanca) em 1930. Já estudante de Filosofia e Letras, foi um dos fundadores do Cine Club Universitário da capital, que em 1955 organizou as famosas Conversas de Salamanca, primeira análise crítica do cinema espanhol como um todo.
Mudou-se para Madrid após o bacharelado em letras, matriculou-se na Escola de Cinema Oficial, onde em 1961 foi graduado em direção com o média-metragem “Tarde de domingo”. Já em seu primeiro curta-metragem “Torerillos” (1963) ele tropeçou com a censura. Naturalmente, ele novamente colidiu com os inquisidores com ”Nueve cartas a Berta”, estrelado por Emilio Gutiérrez Caba e Elsa Baeza.
Em suas sequencias, um jovem recentemente chegado a Espanha depois de sua primeira viagem a Londres, escreve para a filha de um professor espanhol ali exilado sobre o amor que sente por ela e da situação do país. Contra todas as probabilidades, o filme foi merecedor da “Concha de Plata” no festival de San Sebastián e obteve um sucesso de público. Como também teve “Canciones para después de una guerra”. Quando conseguiu estrear em plena transição, até mesmo os últimos franquistas gostaram, que novamente ouviram as melodias de sua juventude em sua trilha sonora e assistiram as filmagens do “NO-DO” de que se valia o filme.
Embora houvesse também outros filmes de ficção – “Del amor y otras soledades” (1968), “Los paraísos perdidos” (1985) – o resto do cinema de Martín Patino era de não ficção e, como diriam os anarquistas – se me permitem a expressão – autogerido. Tinha uma sala de montagem em seu apartamento de Madrid das Austrias e lá, muitas vezes com materiais de arquivo, pode fazer uma boa parte do cinema espanhol mais singular de seu tempo. Já retirado, voltou para a rua com uma câmera de vídeo para gravar os protestos do 15 M. Não poderia ser de outra forma com um cineasta anarquista, como o grande Jean Vigo.
Tradução > Liberto
travesseiro novo
primeiras confissões
a história do amigo
Alice Ruiz

Confira a entrevista feita com Basílio no lançamento de seu ultimo filme:
http://antrocine.blogspot.com.es/2013/03/libre-te-quiero-basilio-martin-patino.html

sábado, 3 de junho de 2017

Pra quem estiver por Camboriú/Santa Catarina/Bra$il



Confira os “Diálogos com o cinema”




CRONOGRAMA ENCONTROS/OFICINAS/OFICINAS – MAIO À NOVEMBRO 2017


OFICINA
DATA
TEMA/OFICINA
MEDIADORES


1


18 de maio

Cinema e Memória - Fanzine

Profª Liliane Brignol



2

22 de junho

Cinema e Gênero -
Produção Literária
Profª Rosana Cuba e

Profª Heloá Barroso Cintra


3



9 de agosto

Cinema e Trabalho
Leitura fílmica

Prof° Fábio Alves dos Santos Dias


4



30 de agosto

Negritude –
Brincadeiras infantis

Profª Maria Aparecida de Souza Ramos


5



21 de setembro

Cine Latino americano e Identidade - Intervenção

Profº Juliano Gonçalves da Silva



6


19 de outubro

História –
Fórum

Profº Rodolfo Augusto de Conto



7

23 de novembro

Diálogos de Cinema
Cultura, Arte e Sociedade
Encerramento – relato de experiências

Profª Andréia Bazzo
e
Profª Eliane Dutra de Armas


Local: Instituto Federal Catarinense - IFC/Campus Camboriu
Horário: 19 horas
 
* EQUIPE EXECUTORA:

Docentes: Profª Andréia Bazzo e Profª Eliane Dutra de Armas
Discentes: Felipe Kaminsky Riffel (IA16) e Filipe C. Engel (IA15)
Mais infos: Profª Eliane Dutra de Armas <eliane.armas@ifc.edu.br>

Ou pelo pagina do projeto: https://www.facebook.com/Di%C3%A1logos-com-Cinema-1384764854953943/?pnref=story

sexta-feira, 2 de junho de 2017

“Quebrando o Feitiço: Uma história de Cineastas Anarquistas, Guerrilhas de Videotape e Ninjas Digitais"

Saiu o primeiro estudo completo sobre a trajetória histórica do vídeoativismo de influências anarquistas desde o final dos anos 1960 até hoje...


Duas tendências predominantes emergem desse videoativismo baseado em movimentos sociais: 1) os processos de direcionamento anarquista cada vez mais estruturam sua produção, distribuição e práticas de exibição e; 2) o vídeo não simplesmente representa ações e eventos coletivos, mas também serve como uma forma de prática ativista em si mesma e sobre si mesma desde o momento de gravação até a mais posterior distribuição e exibiç ão. O vídeo desempenha um papel cada vez mais importante entre os ativistas na cresce nte resistência global contra o capitalismo neoliberal. Como vários teóricos radicais têm apontado, a própria subjetividade torna-se um terreno-chave da luta à medida que o capitalismo a estrutura e a mina de modo crescente através de sites de mídia social, tecnologia de telefones celulares e novos padrões “flexíveis” de vida e trabalho. Como resultado, a produção da mídia alternativa se torna um local central onde novas formas coletivas de subjetividade podem ser criadas para desafiar aspectos do neoliberalismo.

O livro de Chris Robé preenche lacunas históricas trazendo à tona grupos de videoativistas inexplorados como Cascadia Forest Defender, ecovideoativistas de Eugene, Oregon; Mobile Voices, jornalistas latinos que aproveitam a tecnologia de telefones celulares para combater o racismo e o assédio policial em Los Angeles; e Outta Your Backpack Media, jovens indígenas do sudoeste que usam o vídeo para celebrar sua cultura e lutar contra a marginalização. Esse estudo inovador também aprofunda o nosso entendimento de movimentos mais bem pesquisados como o videoativismo AIDS, Paper Tiger Television e Indymedia, situando-os dentro de uma história mais longa e contexto mais amplo de videoativismo radical.

Elogios:

Breaking the Spell, a pesquisa meticulosa de Christopher Robé, traça as raízes do vídeo contemporâneo de influência anarquista e ciberativismo e demonstra claramente as afinidades entre o ethos e a estética antiautoritários de coletivos dos anos 60 e 70 – como Newsreel e Videofreex – e seus descendentes contemporâneos. A perspectiva matizada de Robé permite tanto celebrar como criticar as incursões anarquistas na mídia de guerrilha. Breaking the Spell é um guia inestimável para a paisagem da mídia anarquista contemporânea que será útil tanto para ativistas quanto para estudiosos”.
– Richard Porton, autor de Film and the Anarchist Imagination (Cinema e a Imaginação Anarquista)



Breaking the Spell é uma história altamente legível do ativismo dos EUA contra o capitalismo neoliberal, sob a perspectiva de “Cineastas Anarquistas, Guerrilhas de Videotape e Ninjas Digitais”, o subtítulo do livro. Baseado em noventa entrevistas, leituras cuidadosas de centenas de vídeos e sua própria observação participante, Robé vincula o desenvolvimento de produtores de vídeo mais conhecidos, como Video Freex, Paper Tiger Television, ActUp e Indymedia, com ativistas criadores de mídia entre os principais movimentos de protesto, como a Liga dos Trabalhadores Negros Revolucionários em Detroit, Cascadia Forest Defenders de Oregon, os trabalhadores diurnos de Voces Mobiles/Mobile Voices em Los Angeles, e os jovens indígenas em Out of Your Backpack Media. Sublinhado por tens&o tilde;es significativas de classe, raça/etnia e gênero entre os grupos e os vídeos discutidos, Robé traça as preocupações contínuas com horizontalismo radical na produção de mídia e de organização coletiva contra as instituições estatais e capitalistas. Baseados na teoria marxista autonomista, os perfis demonstram claramente como a produção de mídia se tornou parte integrante de todas as formas de mobilização anticapitalista, bem como da formação de novas subjetividades e culturas coletivas”.
– Dorothy Kidd. Professora e Presidente, Departamento de Estudos de Mídia, Universidade de São Francisco

Breaking the Spell, de Christopher Robé, parte de onde Radical Medias (Mídias Radicais), de John Downing, nos deixou: continuando uma história da mídia norte-americana baseada nos movimentos para incluir a Internet de hoje, memes e outras formas radicalmente acessíveis de mídia digital. No processo, ele preenche muitas lacunas críticas através de um único método que incorpora a pesquisa etnográfica com os ativistas produtores de mídia, generosas leituras estritas de uma variedade de vídeos, as belas palavras de um escritor detalhando a história e o domínio de um teórico político sobre os movimentos anarquistas e simpatizantes desde os anos 1960. Sempre atento às contradições dentro das organizações de esquerda, particularme nte aquelas construídas dentro das lógicas de rede do neoliberalismo, Robé detalha cuidadosamente tanto as repetitivas exclusões de mulheres, pessoas não-brancas, queers, trabalhadores e pessoas do Sul do globo de muitas destas tradições ativistas, enquanto aponta com cuidado para soluções inspiradas por movimentos. Ele demonstra como o confuso ativismo midiático cria um trabalho de vídeo poderoso onde o processo determina o produto, onde subjetividade e coletividade são nutridas e desenvolvidas, e onde a produção e a recepção são elas próprias uma forma de política prefigurativa onde o vídeo não meramente representa mas é o ativismo. Uma grande leitura para estudiosos, ativistas e produtores de mídia, Breaking the Spell trata de perto as difíceis questões do ativismo midiático: o papel da violência, da estética, da alfabetização midiática e do acesso aos movimentos de justiça social e suas mídias”.
– Alexandra Juhasz, ativista midiática e autora de AIDS TV: Identity, Community and Alternative Video (TV AIDS: Identidade, Comunidade e Vídeo Alternativo)

Sobre o autor:
Chris Robé é professor associado em Estudos de Cinema e Mídia na Florida Atlantic University. Ele publicou ensaios sobre mídia radical em revistas como Jump Cut, Rethinking Marxism (Repensando o Marxismo) e Journal of Film and Video (Jornal de Cinema e Vídeo) e escreveu uma monografia intitulada Left of Hollywood: Cinema, Modernism, and the Emergence of U.S. Radical Film Culture (Esquerda de Hollywood: Cinema, Modernismo e a Emergência da Cultura do Filme Radical dos EUA). Ele também é um contribuinte frequente da revista online PopMatters.

Breaking the Spell: A History of Anarchist Filmmakers, Videotape Guerrillas, and Digital Ninjas
Autor: Chris Robé
Editora: PM Press
ISBN: 978-1-62963-233-9
$26.95
pmpress.org
Tradução > Giu

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galho partido
depois da tempestade
caminho de formigas
Alexandre Brito


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